Diretrizes: Os não-objetos do meu grupo deveriam apresentar formas distintas, roláveis e de escalas diferentes, texturas variadas e possuir algum material que fizesse som. À partir dessas características, eu resolvi juntar cilindros revestidos por materiais distintos (colar de havaí, tecido e miçangas), sendo um deles com sons (o cilindro com miçangas tinha "sininhos" dentro dele). Para tornar essa experiência mais sensorial, os cilindros foram perfurados por eixos que permitiam que as formas girassem, estimulando a experiência tátil da pessoa que interage com a obra.
A teoria do "não-objeto", segundo o meu entendimento, é um conceito que rompe com a modo de ver artístico que privilegia o objeto como algo separado do espectador e do contexto, uma representação, figuração da realidade. O não-objeto é uma realidade em si, que se dá diretamente na experiência do observador. Ele não busca imitar ou significar algo fora de si, o que o diferencia da arte figurativa e mesmo da arte abstrata tradicional. O não-objeto é uma extensão do mundo real, parte da realidade. O conceito surge no contexto do neoconcretismo no Brasil, especialmente nos anos 60, quando artistas e teóricos começaram a questionar os limites da arte tradicional. O não-objeto é, portanto, uma resposta à necessidade de uma arte mais integrada à experiência vivida, que valorize a interação e a presença imediata do indivíduo que o experimenta.
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